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Promessas

Quarta-feira, 09.09.15

Isabelle Tessier, cronista do Huffington Post, atingiu um novo recorde com o seu último texto ("I Want to be single - But with You"/ "Célibataires à deux"). O artigo já conta com mais de 26 mil partilhas no Facebook.

Na crónica, a autora canadiana defende que um relacionamento pode ser mais estável se a liberdade de cada um não for afetada.

 

"Quero fazer planos sem saber se se vão ou não realizar. Para estar num relacionamento que não é nada claro. Quero ser tua amiga, aquela com quem adoras sair. Quero que mantenhas o desejo de conquistar outras raparigas, mas que voltes para mim ao fim da noite. Porque quero ir para casa contigo. Quero ser a única com quem tu amas fazer amor e adormecer. Aquela que permanece longe quando estás a trabalhar e que te ama quando te perdes no teu mundo da música. Quero viver uma única vida contigo. A nossa vida de casal, seria o equivalente às nossas vidas individuais hoje, mas juntos", escreveu a cronista na edição online do jornal.

Esta definição de relação não é nova. No início do século XXI, Sash Cagen criou o termo "Quirkyalone" para descrever casais que mantêm a vida de solteiro. Segundo site de Sash, o conceito significa "confiança, amor verdadeiro, amor-próprio, autenticidade e ligação". A autora explica ainda que ser "quirkyalone" não é ser feliz sozinho, mas sim ser feliz num relacionamento onde continuamos a ter a nossa vida, sem nos anularmos.

 

Há duas semanas, o Wall Street Journal contou a história de Rhode Island Allison e de John Danskin, um casal que construiu uma casa dupla com base nos gostos de ambos e que, apesar de dormirem na mesma cama, têm divisões diferentes - por exemplo, têm duas cozinhas onde cada um faz as suas refeições e duas portas de entrada.

"Nem sempre quero ser convidada para as tuas saídas à noite e nem sempre te vou convidar. Então, posso contar-te o que acontece e ouvir-te no dia seguinte", advoga a autora do artigo do jornal inglês.

Isabelle Tessier acrescenta ainda: "Quero algo que é simples e que ao mesmo tempo não é assim tão simples. Algo que nos vai deixar com muitas dúvidas, mas que na hora em que estou no mesmo quarto que tu, eu saberei. Quero que penses que eu sou bonita, para que possas ter orgulho de dizer que estamos juntos. Quero ouvir-te dizer que me amas e eu particularmente quero dizer-te em troca".

 

Era isso que eu queria, também. Estar com ele numa relação mas sem perdermos a nossa individualidade, a nossa liberdade.

Porque eu sempre soube que ele tão depressa não aprenderia a viver só com uma mulher na sua vida (não contando com a sua mãe, claro). E acham que eu me importava com isso? Importei-me ao início, sim admito isso. Porque fazia-me muita confusão... mas com o tempo deixou de fazer. Se ele era feliz assim, que podia eu fazer? Impôr-lhe as minhas vontades e opiniões? Népia. Não, eu não podia fazer isso. Nem seria capaz de o fazer. Se o fizesse estaria a mudá-lo, a mudar quem ele é... e eu não quero nem nunca quis mudar a maneira de ele ser. Eu quando o conheci ele era assim, eu apaixonei-me por ele sendo ele assim... então eu não poderia fazer mais nada a não ser aceitá-lo como ele é e como ele não é. Se ele fodia com esta ou aquela eu queria lá saber!, porque era comigo que ele passava os dias, era a mim que ele ligava todas as noites e adormecia em chamada comigo... como eu amava ouvi-lo a dormir!... era ele quem eu amava mais que tudo no universo! E eu queria que ele fosse feliz, portanto nunca me restou mais nada senão aceitar. Por isso é que eu nunca reclamei por nada. Se sou ciumenta? Acho que nesse campo eu supero tudo e todos... mas muitas vezes eu engoli o meu orgulho, o meu ciúme e não disse nada. Porque eu queria que ele fosse feliz. Queria vê-lo com aquele seu sorriso que eu tanto adoro, na sua carinha laroca. Queria que ele visse em mim não uma "mãe", uma rapariga que só lhe dá na cabeça e etc etc.; eu queria que ele visse em mim uma verdadeira amiga, uma eterna companheira. Queria que ele visse em mim alguém que nunca o deixaria só, que estaria sempre lá para ele, que o aceitaria como ele é sem nunca exigir nada em troca.

 

Mas falhei. Porque tudo o que eu tinha para lhe dar era o meu eterno amor, o meu carinho, o meu respeito, a minha atenção, a minha compreensão e o meu apoio... na altura, eu não tinha mais nada para lhe dar.

Eu errei. Em duas coisas. Em não o ter amado mais cedo e em tê-lo deixado ir. Foi só nisso que eu errei.

Perdi-o, a quem eu mais amava, e não lutei. Deixei-o ir, porque acreditei sempre que isso era o melhor para ele. Porque eu estava demasiado quebrada, ainda estou, muito menos mas ainda estou.

Porque ele merece muito mais do que uma simples (mas muito complexa) rapariga quebrada...

 

Prometi que lhe seria leal e fiel até morrer.

Prometi que o amaria com todo o meu coração, corpo e alma até ao meu último suspiro.

Prometo cumprir ambas as promessas.

 

"Se não fosse a tua luz

E esse olhar que me conduz

Simplesmente era mais

Um caso perdido

 

Mas foi Deus que te enviou

No meu caminho te pôs

Para dares à minha vida

Outro sentido

 

P'ra acalmares a minha dor

Fazeres-me um homem melhor

P'ra me dares a paz

Que eu nunca tinha tido

Por isso te digo

 

Eu sem ti

Quem era eu sem ti?

Um eterno vagabundo à tua espera

Eu sem ti

Quem era eu sem ti?

Um inverno sem sinais de primavera

Eu era!"

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publicado por Eterna Guerreira às 03:22


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